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Planejamento financeiro: tudo sobre como organizar as finanças pessoais e empresariais

Planejamento financeiro

Na hora de abrir um negócio, o planejamento financeiro do empreendedor é uma das partes mais importantes. O que acontece é que muitos focam somente no plano financeiro para o negócio e esquecem do planejamento financeiro pessoal, que é igualmente valioso. Afinal, quando um empreendedor abre uma empresa, é capaz que seu salário seja instável ou até inexistente, se não houver uma boa estratégia.

Se você já fez um plano de negócios, deve ter uma boa noção dos custos gerais e investimento total que o seu empreendimento precisará. Caso contrário, se você ainda não tiver feito um, confira nossas dicas de como fazer um plano de negócios, pois será essencial para esta etapa.

A seguir vamos aprofundar sobre planejamento financeiro pessoal e empresarial para o empreendedor, assim como cuidados muito importantes que ele deve tomar ao mexer com o seu dinheiro e o dinheiro da empresa.

Planejamento financeiro: o diagnóstico

Antes de tudo, é preciso fazer um estudo dos gastos e ganhos da empresa e outro dos seus gastos pessoais por mês. O ideal é fazer uma tabela para cada um e ser bem minucioso quanto aos valores, não deixando nada de fora.

No caso dos gastos pessoais, por exemplo, é imprescindível colocar todos os gastos mensais, desde supermercado até escola de filhos, como também aqueles que podem pesar no bolso uma vez por ano mas que já são esperados, como compra de material escolar e impostos como IPTU e IPVA.

A partir desse estudo, já é possível ter uma boa noção dos seus gastos e dos da empresa. Aqui é uma boa oportunidade para avaliar se não há despesas que podem ser diminuídas ou cortadas. No caso da empresa, será que é preciso comprar equipamentos ou é possível alugá-los? Já no pessoal, será que não há muitos gastos desnecessários? Tenha sempre em mente que abrir uma empresa deve exigir um controle maior sobre as suas finanças.

Retiradas e pró-labore no planejamento financeiro

O que muita gente esquece quando abre um negócio é que o lucro da empresa deve ser usado ou para investir em alguma melhoria ou para ser guardado em alguma reserva financeira do empreendimento. Em outras palavras, ele não é o salário do empreendedor, pelo contrário: esse salário deve fazer parte dos gastos da empresa.

Dessa forma, antes de fazer um plano de negócios é preciso definir o seu salário, também conhecido como pró-labore, e é aqui que entra o passo anterior. Com o estudo dos seus gastos mensais e das despesas e lucro estimado da empresa, o ideal é que você chegue em um valor equilibrado. Em outras palavras, que ele não prejudique o seu negócio, mas que ao mesmo tempo seja o suficiente para cobrir suas necessidades com folga.

Separação: como facilitar o planejamento financeiro empresarial e pessoal

Tanto para o planejamento financeiro pessoal quanto para o empresarial, ter contas bancárias separadas é altamente recomendado. Apesar de não ser algo obrigatório por lei, separá-las facilita muito na hora de organizar as finanças. Afinal, não é necessário verificar cada um dos gastos ou correr o risco de você se confundir e pagar um almoço com o lucro do negócio, por exemplo.

Por sinal, pagar contas pessoais com o dinheiro da empresa é um erro bem comum, mas que pode ser fatal para o empreendimento. O problema está na desorganização das finanças da empresa, que pode acarretar em uma interpretação errada do seu sucesso. No caso, pode-se assumir, por exemplo, que a empresa não é lucrativa, quando na verdade os gastos que estão misturados.

Aqui vale comentar também sobre despesas diversas que podem se misturar, mas não deveriam. Se você precisar utilizar o seu carro pessoal para prestar serviços para a empresa, isso deve ser abatido das contas da empresa. Isso também vale para telefonemas, internet e outros gastos. O contrário também vale: se utilizar algo da empresa para uso pessoal, deve pagar a ela ou abater o equivalente diretamente do pró-labore.

Além de facilitar na organização, separar as contas tem benefícios fiscais. Com contas separadas, torna-se muito mais fácil comprovar o faturamento da empresa, assim como fazer a declaração do Imposto de Renda. Caso contrário, seria necessário ficar procurando os gastos pessoais e empresariais em um único extrato. 

Empréstimo e planejamento financeiro

Se o planejamento financeiro não está fechando, talvez seja hora de considerar procurar ajuda. Ao contrário do que muitos pensam, pegar um empréstimo é algo que pode ser muito positivo se feito com planejamento e atenção. É por isso que, antes de considerar essa opção, certifique-se que todos os cálculos que você fez estimando os investimentos totais estão corretos e se eles se aproximam ao máximo da realidade.

Se for realmente necessário, saiba que alguns serviços têm taxas muito mais baixas para pessoas jurídicas e o empréstimo é um deles. Antes de contratar, estude bem o valor necessário, assim como os juros, as parcelas e se as condições são viáveis – lembre-se que tudo deverá entrar no planejamento financeiro empresarial, assim como no seu plano de negócios.

Reservas financeiras

Independente de empréstimos, é indispensável tanto o negócio quanto o empreendedor ter uma reserva financeira. Basicamente, ela é aquele dinheiro extra que fica guardado para acontecimentos não planejados. Por sinal, ela não é diferente das outras contas: o negócio tem que ter a própria reserva e o empreendedor a dele e nada de misturar!

Para o empreendimento, uma reserva financeira é essencial para cobrir gastos inesperados ou para investir no crescimento da empresa, comprando equipamentos novos, por exemplo. Ao mesmo tempo, ter uma reserva faz com que o negócio possa resistir a crises financeiras do mercado com impactos minimizados.

Já no caso pessoal, é sempre indicado ter uma reserva de emergência caso algum imprevisto ocorra. Nesse caso, o valor indicado corresponde de 6 a 12 meses de despesas. Assim, caso o seu negócio não dê certo, você não fica totalmente desamparado e ainda tem um dinheiro para ajudá-lo a se manter, tendo mais tranquilidade para voltar para o mercado de trabalho ou para investir em outro empreendimento.

Tem mais dúvidas sobre como fazer seu planejamento financeiro e inseri-lo dentro de um plano de negócios? Confira nosso “Guia definitivo sobre como abrir um negócio“.