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Planejamento financeiro

Planejamento financeiro para escalar o seu negócio: saiba como fazer

Sumário

Se o planejamento financeiro já era importante em passos como abrir e gerir um negócio, para escalar é essencial. Nessa etapa, o crescimento rápido é regra e, para isso, é indispensável uma boa quantia de investimento. Mas é preciso muito planejamento para fazer direito, afinal, se os cálculos não forem realizados da forma correta, a empresa pode ter o seu crescimento prejudicado ou, em casos mais extremos, falir. 

Os primeiros passos para começar o planejamento financeiro da melhor forma é otimizar o seu negócio e definir uma estratégia a ser seguida. A partir deles, chega o momento de calcular no detalhe tudo que envolve a expansão da empresa, desde os investimentos até a evolução do fluxo de caixa e do capital de giro – partes essenciais para um bom equilíbrio financeiro.

Como fazer uma escalada financeira

Antes, é bom ter em mente que seus conhecimentos sobre planejamento financeiro para gestão de negócios será muito útil, mas é preciso ir além. Estamos falando de um crescimento acelerado da empresa e isso afeta diretamente o controle financeiro. Por isso, é importante se preparar de todas as formas possíveis para evitar surpresas ou qualquer tipo de desorganização. Além disso, escalar um negócio exige flexibilidade, pois o prazo para alcançar o seu objetivo é maior e as incertezas também.

O primeiro passo para fazer o planejamento financeiro é, como na definição de uma estratégia, entender como o seu negócio está hoje e qual a expectativa para quando ele escalar. Confira abaixo algumas dicas:

Fluxo de caixa e capital de giro: não dá para ficar sem

Ter um fluxo de caixa organizado é um item básico na gestão de uma empresa e também no momento de avaliar se o negócio está preparado para escalar ou não. Considere que, com o crescimento acelerado, a entrada e saída de capital mudará de patamar, com muito mais transações e volume de dinheiro indo de um lado para o outro.

Para preparar o fluxo de caixa para essa mudança, uma boa opção é procurar formas que facilitem o processo, como ferramentas que automatizem os cálculos e planilhas com uma boa visualização e manuseio. O importante é que a solução otimize a área e faça com que todas as informações referentes ao fluxo de caixa sejam fáceis de achar.

O mesmo vale para outro aspecto muito importante para o planejamento financeiro: o capital de giro. Ele é o dinheiro necessário para manter a empresa até ela receber para arcar com os custos. Quanto mais tempo ela demora para receber, maior deve ser esse valor e vice-versa. Explicando de uma forma simplificada, é como se ele fosse o giro do pedal que mantém uma bicicleta andando, sendo que essa bicicleta é a sua empresa.

Ter um fluxo de caixa saudável, ou seja, com ganhos acima dos gastos e uma boa lucratividade é um sinal verde para escalar. Da mesma forma, o ideal é que o capital de giro seja positivo, caso contrário o seu negócio não se sustenta e, para considerar um crescimento rápido, isso é primordial.

Visão geral e planejamento

Uma vez verificado como está o fluxo de caixa e o capital de giro, é preciso fazer os cálculos e entender, com base nas estratégias traçadas, qual seria o crescimento deles ao longo da escalada. No caso, como estamos falando de um aumento de velocidade na expansão, é muito provável que os gastos fiquem mais altos que os ganhos durante um bom tempo – ou seja, um capital de giro e fluxo de caixa negativos. É aqui que entra o planejamento do investimento que será feito.

Por exemplo, se o planejado for atingir 10 vezes o tamanho atual em 2 anos, qual será o investimento necessário para alcançar esse valor e, mais importante, qual será o retorno desse dinheiro e em quanto tempo? Essas perguntas são fundamentais, pois é preciso ter uma previsão de quando os ganhos do negócio alcançarão os gastos novamente e a empresa voltará a lucrar.

Nessa investigação, outras questões devem entrar também, como:

  • No que é mais importante de investir de acordo com o momento e a estratégia do negócio?
  • A precificação dos produtos precisa ser refeita?
  • Onde é possível cortar gastos?

Investimentos e empréstimos

Com base nos investimentos definidos no passo anterior, é hora de avaliar se a empresa tem esse dinheiro sobrando em uma reserva ou se é mais indicado pegar um empréstimo. Lembrando que empréstimos podem ser grandes aliados do seu negócio se contratados com antecedência e planejamento.

Em qualquer uma das opções é preciso tomar cuidado. Ao optar por contratar um empréstimo, é preciso calcular no detalhe todos os juros e parcelas e adicioná-las ao planejamento financeiro para a escalada. Isso é muito importante, pois é muito comum empreendedores esquecerem de contabilizar os juros e parcelas dos empréstimos e depois a conta não fecha.

Ao mesmo tempo, se houver dinheiro na reserva e você optar por ele ao invés de um empréstimo, é bom que ainda sobre uma boa quantia para cobrir eventuais crises e imprevistos. Afinal, o valor que será utilizado é para focar 100% na escalada da empresa e não para emergências. Também, contratar um empréstimo com planejamento e calma é muito mais barato do que na urgência e, dependendo da situação, isso pode prejudicar muito o seu planejamento financeiro.

Reavalie de tempos em tempos

Nenhuma decisão que você tomar ao começar a escalar o seu negócio deverá ser definitiva. É preciso, como sempre, ser flexível e criar o costume de reavaliar os seus planos de tempos em tempos. Imprevistos acontecem e pode ser que determinada estratégia não funcione e seja preciso alterá-la, causando mais custos para a empresa, ou que uma crise inesperada abale o mercado e os investimentos demorem para dar resultado. 

Sejam quais forem os cenários que a sua empresa for enfrentar, é bom ficar atento e refazer os cálculos sempre que possível. Assim, é possível prever se será preciso contratar um empréstimo com antecedência – e muitas possibilidades de negociação – do que na pressa e com valores abusivos.