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Processo criativo para resolução de problemas: aceite as falhas e mude de perspectiva

Sumário

O site The Futur recentemente reacendeu uma provocação que a gente nunca deve deixar ser apagada: celebrar também o fracasso. Entender que para qualquer tipo de processo criativo, você vai passar também por falhas e são elas que te darão a lição que, no fim das contas, altera sua perspectiva. Te abre outras possibilidades e caminhos.

O Foras de Série transformou a reflexão em um post traduzido:

Não coloco aqui a legenda para não soar redundante ou repetitivo.

Ser criativo, passar por um processo criativo, não é só apenas sobre criação, sobre o lado artístico. Ser criativo é ter um set de habilidades para resolução de problemas, pessoais ou profissionais, grandes ou pequenos. É achar saídas. 

Ser criativo não é dominar mais o pacote Office da vida. É dominar toda a Nuvem da vida. Uma linguagem em camadas, visual, mais clara, que se faz ser compreendida. Mas para passar por esse processo e achar suas saídas, você precisa aprender a conviver com os tombos e com as lições que as rupturas trazem para os novos caminhos.

Em um processo criativo para a resolução de problemas, falhe, mas falhe rápido

O ponto central aqui é entender que falhas, erros de continuidade no meio do percurso, são totalmente inerentes ao processo de amadurecimento. Seja ele de um negócio, pessoal, de um desafio específico. Vai acontecer.

Mas você não pode morrer abraçado nas suas convicções em um mundo que sabemos que nosso tempo é finito. Falhar não é sinônimo de não tentar.

Falhar está totalmente ligado a tentar e corrigir rota. Por isso falhe, mas falhe rápido. Porque é com um volume grande de tentativas que a gente vai adquirindo o repertório necessário para aprender uma coisa e outra ali. A resolver problemas. A não cair nas mesmas armadilhas.

Pense em alto volume. Tenha bastante ideias e bote na rua. É dessa parte do processo criativo para resolução de problemas que você não deve ter medo. De tentar, de assumir riscos.

Dentro da mesma nuvem de palavras, não tem sonho grande, nem qualquer resolução que você tenha que percorrer para atingir esse objetivo, que se sustente sem ousadia para bancar assumir riscos, porque apostar no incerto pode te trazer o fracasso ou a conquista.

Design Thinking como método para resolução de problemas criativos

Ideal e originalmente, o Design Thinking (DT) foi concebido como uma forma de design de produto. Para ampliar a discussão, vamos trazer de fato a definição do pai do conceito, o instituto Hasso-Plattner. 

Esses caras definem o método como uma abordagem sistemática para problemas complexos de todos os aspectos da vida. Se a gente for trazer para os negócios, para tornar mais palpável, o DT coloca as necessidades dos clientes e as invenções centradas no usuário como centro do processo. 

Ele resolve uma dor, um problema. Te ajuda a clarear o processo criativo. A grande transformação do mercado, com o tsunami das empresas de tecnologia, é justamente por elas entregarem soluções que atendem às necessidades de cada indivíduo e resolverem os desafios do dia a dia.

É sobre isso que é o Design Thinking. Entender um problema real e, através de:protótipos testados imediatamente e aprimorados iterativamente, resolvê-lo através do processo criativo. 

Lembra que você não deve morrer abraçado nas suas convicções? Nos negócios, isso é chamado de abordagem em cascata. Você cria um produto, deixa ele desempenhar, para só no final do processo analisar e ver o resultado. Não parece lá uma boa ideia, certo?

Aprimorar iterativamente é o que torna esse método especial e casa com o que estamos falando nesse artigo. Ele te permite falhar, frequentemente e cedo, porque você está trabalhando com um protótipo que propositalmente não é perfeito, mas construído para ser aprimorado continuamente em um processo iterativo. 

Cinto do Batman: a arte de ter conversas difíceis para superar os desafios

Há dois anos, tivemos a oportunidade de conversar com o Murilo Gun, o cara que na época intitulamos como o “mestre do processo criativo”. Foi o homem que justamente que nos deu essa visão de criatividade não como algo estritamente ligado a criar, mas justamente a junção de sinapses que tendem a funcionar para resolver um problema. 

Você pode conferir o papo completo sobre o tema aqui:

“Foi com essa motivação que criei a Keep Learning School, uma escola online de cursos voltados para o pensamento criativo: neles, mapeamos quais são os principais bloqueios que desenvolvemos ao longo da vida e que nos limitam, além de desenvolvermos técnicas, práticas e processos para incorporar hábitos criativos à vida. O objetivo é sempre fugir das respostas prontas e renovar o olhar continuamente para enxergar, em todos os cenários, um mundo de novas possibilidades”, relatou ao Projeto Draft um ano depois de nossa entrevista.

Murilo hoje dedica sua vida a passar essa ideia sobre processo criativo. E como ele pode te tirar o desconforto de passar por situações difíceis. É o cinto do Batman, o cinto de utilidades genéricas que todo mundo precisa ter na vida: ser comunicador, mas mais do que isso, conseguir se fazer compreendido. 

Compreendido para você conseguir vender uma ideia e transmitir clareza para trocar e tomar decisões, em nível racional e emocional. “É dominar a arte de ter conversas difíceis. Não é porque você foi atacado, que você tem que contra-atacar. Se não vira guerra – e guerras sempre acabam com um morto e um ferido! Esse não é o objetivo”, também palavras do cara.

Enquanto na seção anterior a gente fala sobre uma aplicação de método de processo criativo para produto focado no usuário, vê como aqui a perspectiva pende para um lado muito mais pessoal e de como você lida com as suas questões de rotina?

Sejam elas suas relações, coisas que você precisa resolver na sua casa, um hábito. É muito louco o processo de não se reconhecer às vezes, por exemplo. Naqueles lapsos de atitudes. Daquelas coisas que comprometem sentimentos, que comprometem a confiança de alguém muito querido. 

Todo mundo já passou por isso. E não te torna uma pessoa má, nem te isenta de qualquer responsabilidade envolvida, mas é preciso passar por uma queda abrupta para você entender que tempo é tempo e que qualquer tipo de ruptura significa mudança, possibilidade proprietária de fazer algo com isso.

Principalmente mudar, ter menos medo de experimentar e gerar algum valor novo em cima disso. Independente de qualquer contexto que levou a essa ruptura ou qualquer consequência que essa tenha gerado. O que definitivamente está em suas mãos, além da responsabilidade de absorver qualquer tipo de ensinamento com o ocorrido, é fazer com o que venha pela frente seja diferente e que você priorize tudo de uma outra forma ao que te levou ao erro. 

Aprender é na marra. Aprender a acolher é tão na marra quanto. Por isso que tempo é tempo. Enquanto isso, vai mexendo as peças no tabuleiro para não cair nas mesmas armadilhas que sempre pedem mais 5 minutinhos. Dói errar, mas é massa ver o que uma boa ruptura pode te apresentar na vida. 

Ferramentas que podem ajudar você a organizar seu dia a dia

Existem as questões mais estruturais e que requerem diálogo, troca, inteligência emocional e muita lucubração para ser resolvida. Mas começar a assumir novas perspectivas, a partir do estímulo do processo criativo para a resolução de problemas, também passa por liberar seu espaço e seu tempo, otimizando o campo visual das suas prioridades em ferramentas que podem te ajudar a organizar seu dia a dia.

Evernote

Você é uma pessoa que expressa suas ideias pelas palavras. Elas são inusitadas e o recurso de notas estoura em suas mãos. Com o Evernote, você tem em um ambiente, seja ele desktop ou mobile, a capacidade de registrar essas notas de forma visual e acessível. 

Tem ainda um fator: ele funciona na nuvem. Você não corre o risco de estar anotando seus pensamentos em um aplicativo nativo e perder por alguma casualidade. 

Não existe ideia ruim. Existe ideia que você testa e não funciona. Registre tudo, faça o exercício de registrar tudo. Se você empreende e está em busca de oportunidades de mercado, coloque todos insights que vão aparecendo no seu caminho.

Se você é um comunicador e quer treinar sua escrita, faça notas, exercite sua identidade, escreva um pouco todos os dias. Se você é um publicitário e precisa guardar referências de todos os tipos, tenha esse diretório que te guie pelos seus próprios filtros.

Ter suas ideias registradas e visualmente impressas faz com que elas ganhem vida. Faz com que as coisas comecem a sair da sua cabeça e ganhar uma narrativa. O Evernote é uma bela sugestão para acontecer isso.

Canva

Agora, se você é uma pessoa mais imagética e funciona criando coisas, através do simbolismo delas e da aplicação de algum recurso visual, a ferramenta mais prática é o Canva. Ela parte da mesma premissa que o Evernote, no sentido de te dar um diretório online para criar ideias de uma forma bem visual e acessível. Só que a recomendação anterior é para a galera da escrita.

Aqui é para a galera da composição gráfica. Do design gráfico. Sabemos que esse tipo de ferramenta ainda exige um poder de processamento que não é tão democrático assim e licenças que são menos ainda. O Canva é o contrário disso. 

Com um plano gratuito que te dá acesso a diversos recursos, você pode gastar boas horas ali para tentar esboçar uma ideia de logo ou até mesmo a apresentação que vai vender sua ideia. São diversos modelos de templates prontos para a criação de currículos, contratos, apresentações, além do amplo espaço para você criar livremente suas peças.

É uma ótima ferramenta para criar uma identidade de marca, ter salvo em um lugar na nuvem e conseguir aplicá-la sempre que quiser. Com facilidade e de forma bastante intuitiva. Seus rabiscos podem ser acessados de qualquer lugar, contanto que você acesse a interface web do Canva com seu login e senha.

Com os planos premium a brincadeira começa a ficar ainda mais interessante. Você tem armazenamento maior, você tem uma melhor capacidade de gerenciamento do conteúdo que você produz, inclusive de distribuição. Você tem acesso a um banco de imagens e elementos gráficos do próprio Canva. Não é tão caro: custa R$ 34,90 ao mês.

Asana

O Asana é uma mãe. Foi difícil tentar descrever de outra forma. É uma plataforma de gestão de projetos que cria um sistema para que você tome controle de todos os fluxos produtivos da sua vida. Interface fácil, amigável, intuitiva.

Você tem algumas formas de visualizar como você distribui tarefas para um determinado projeto que você cria. Por exemplo, você pode exibir um calendário mês a mês, bem visual, onde você vai marcando o que precisa ser feito em determinado dia. 

Quando você cria essa tarefa, você tem outros diversos recursos para personalizá-la, como horário de entrega, checklists, responsáveis, área de comentários e de anexos relacionados. O Asana, nessa distribuição visual, funciona como o velho calendário físico que você escreve em cima do dia.

Só que com uma camada mais profunda de detalhamento do que significa aquilo que você tem que fazer para aquele dia. E não tem um espacinho pequeno, que cabe só uma coisinha, como tinha nos calendários antigos: você pode adicionar diversas tarefas. 

E em diversos projetos diferentes. Ir monitorando, isoladamente, um projeto do outro. Ter suas demandas organizadas na sua frente. 

Google Drive

Essa pode parecer básica, mas vamos destrinchar, dentro do contexto do que estamos discutindo. Se o Asana é a mãe, o Google Drive é o pai.

Isso porque ele funciona como uma suite completa de recursos para você agendar e organizar suas reuniões, se comunicar com eficiência e armazenar, criar e estruturar seus conteúdos e arquivos. Tudo na nuvem, em um ambiente seguro.

Vou começar pelo primeiro ponto que eu elenquei aqui: agendar e organizar reuniões. Através da Google Agenda, você tem um painel semanal que te mostra cada compromisso marcado no horário exato do dia agendado. Fica tudo muito prático e você não corre o risco de perder nenhum encontro importante.

O segundo ponto: se comunicar com eficiência. Para ter acesso ao Google Drive, você naturalmente precisa ter uma conta no gmail. Isso te garante acesso a uma das plataformas de e-mail mais eficientes disponíveis hoje no mercado. E para além, você tem capacidade de sincronizar sua conta com um sistema Android e realizar chamadas de áudio, sem deixar de mencionar o recurso Meets, para videoconferências, tão utilizadas hoje nesse cenário pandêmico.

O terceiro ponto é sobre armazenar, criar e estruturar seus conteúdos e arquivos. Acho que já é quase autoexplicativo. No Drive você tem um ambiente na nuvem para subir seus arquivos e gerenciá-los da forma que quiser, criando pastas, caminhos distintos para cada projeto e objetivo. 

Há também as extensões para cada formato desses arquivos, que lhe permitem editá-los – e funcionam como um pacote Office do Drive. Vai mexer em um documento de texto, existe o Google Docs. Vai mexer em uma apresentação de slides, existe o Google Slides. Vai mexer em uma planilha, existe o Google Planilhas.

De novo, pode parecer básico, mas nem todo mundo explora o potencial todo de ter uma ferramenta dessa em mãos. O plano básico, gratuito, te dá 15 GB de armazenamento, que pode acabar rapidamente, dependendo do seu uso. Entretanto, você pode subir essa quantia para 200 GB, por apenas R$ 9,99 mensais, ou 2 TB, por R$ 34,99 mensais.

O mundo é muito grande para ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Já diria Raul: “essa metamorfose ambulante”. Que é isso que precisamos ser. Porque mesmo caminhando e falhando, estamos caminhando. E aprendendo com essas falhas, com nossos fracassos, para criar casca, criar repertório e não cair nas armadilhas da vida.

É sim um processo inerente à crescer. Tem que botar a cara na janela e correr riscos. Tem que pensar fora da caixa, anotar tudo em tudo que é canto, criar, se organizar e organizar seus projetos, ter tudo bem estruturadinho. 

Mas é bacana o sentimento de se entender no meio da loucura, ter montado um processo criativo para resolver seus problemas e assumir mais o controle das coisas que você acredita.

Se esse conteúdo te interessou, não deixe de conferir nosso guia completo sobre como é a Jornada do Empreendedor e se aprofundar ainda mais no assunto!