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quem é o criador do Free Fire

Por que todo mundo joga Free Fire? Quem é o criador do Free Fire? Entenda o fenômeno do jogo!

Sumário

Free Fire é mais um dos jogos dessa onda que bebe da fonte do gênero battle royale. Mas por que todo mundo joga Free Fire? Por que está na mão de todos? Quem é o criador do Free Fire? 

O conceito de battle royale surgiu de um romance japonês, de 1999, escrito por Koushun Takami, e que virou longa um ano depois, dirigido por Kinji Fukasaku. Arejado por uma roupagem de “Laranja Mecânica” moderna, em uma mistura de ação com thriller, a ideia era colocar 100 pessoas em uma ilha para se digladiarem até a morte, onde o vencedor, o último sobrevivente, teria sua saída da redoma garantida. Uma mistura de terror, do sequestro, com sobrevivência, alianças e mentiras. 

A fórmula foi reproduzida exaustivamente no mainstream através de Jogos Vorazes, até que chegou aos games, para explodir com Fortnite, PUBG e Free Fire. Essencialmente, os três jogos falam a mesma língua, mas existem nos melindres algumas coisinhas que fazem de cada um especiais dentro de suas propostas. O Free Fire é sobre o grande poder de inclusão.

O jogo não exige um equipamento robusto para rodar. Enquanto as versões mobile de PUBG e Fortnite exigem um smartphone com, no mínimo, 2GB ou 3GB de memória RAM, e armazenamento de mais de 1GB, Free Fire roda em celulares com 1GB de RAM, e pesa pouco mais de 600 MB. 

Claro que isso significa um game visualmente mais limitado, mas que também pode ser jogado por qualquer um que possua um smartphone simples. Nessa matemática, o jogo da Garena tem um potencial de público bem maior.

O principal campeonato no país é a Free Fire Pro League Brazil, realizada pela Garena em parceria com a empresa BBL. Assim como acontece com a Pro League de Rainbow Six Siege, por exemplo, o torneio acontece em formato de temporadas.

Tanto o campeão, quanto o vice ganham vaga para o mundial de Free Fire. A competição acontece no modo Squad do game, ou seja, com equipes de quatro jogadores. A fase de grupos é realizada online e as finais presenciais – todos os jogos são realizados pelos celulares.

Além da Pro League, a National Free Fire Association (NFA) tem o intuito de ajudar no desenvolvimento e profissionalização das equipes dentro do cenário competitivo de Free Fire brasileiro, contando com times associados por franquias e realizando diversos campeonatos independentes. 

Uma amostra de quanto o cenário competitivo brasileiro de Free Fire está aquecido é a presença de equipes como Team Liquid, Vivo Keyd, LOUD, paiN Gaming, INTZ, Corinthians, BD Los Grandes, FURIA, B4, PRG, Red Kalunga e SKS.

As organizações viram na popularidade de Free Fire uma forma de entrar em um cenário que só tende a crescer. Já temos um melhor jogador do mundo: Ariano Ferreira, mais conhecido como “Kronos”.

O brasileiro foi escolhido como o melhor jogador do mundial de Free Fire, realizado em 2019, na Tailândia. Kronos defendia o time da GPS Veteranos, que ficou lá no meio da tabela. Ainda assim, ele foi eleito o MVP do mundial por ser o que mais causou danos em outros jogadores durante todo o torneio. 

Além disso, naquele mesmo ano, o Corinthians conquistou a segunda edição do Mundial de Free Fire, realizado na Arena Carioca 1, dentro do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.

Alto poder de inclusão, uma empresa que aposta no sucesso das parcerias e no poder de mídia e do engajamento. Esse é o fenômeno Free Fire. Entenda!

O fenômeno Free Fire está intimamente ligado ao poder de inclusão

Free Fire foi essencialmente desenvolvido para plataformas mobile. Mais do que isso, para aqueles que procuravam por partidas rápidas, em um jogo com razoável complexidade de desenvolvimento. Um jogo que, há alguns anos, seria entregue para console com um pouco mais requinte – justamente como é feito com sua contrapartida Fortnite -, mas que aqui é entregue para plataforma mobile, com dinâmicas mais rápidas.

Por exemplo, os dois mapas do jogo são consideravelmente menores do que os da concorrência. Isso, aliado ao número menor de jogadores no mapa, 50 em vez dos habituais 100, faz com que uma partida de Free Fire não dure mais que 15 minutos. Se você está no celular, você não quer jogar algo que coma toda sua bateria.

Em termos técnicos, como dissemos, enquanto as versões mobile de PUBG e Fortnite exigem um smartphone com, no mínimo, 2GB ou 3GB de memória RAM, e armazenamento de mais de 1GB, Free Fire roda em aparelhos com 1GB de RAM, e pesa pouco mais de 600 MB. 

O Free Fire se tornou um fenômeno no Brasil por diversos fatores, mas talvez o mais importante deles, e o que o diferencia de PUBG e Fortnite, é a capacidade de ser jogado em smartphones mais antigos e menos potentes. Todo mundo pode jogar Free Fire.

A periferia começou a jogar Free Fire. Muita gente passou a comparar o jogo com o futebol. Com um cenário competitivo, independente e profissional, e com premiações que variavam desde R$ 1 mil até as grandes boladas, a meninada começou a sonhar. Começaram a aparecer os exemplos, as figuras para se espelhar, e Free Fire se tornou um puta fenômeno de inclusão.

Está no bolso de todos. Está ao alcance de todos. É possível. Não tem tantas barreiras para acessar. É como um campinho de futebol. Mesmo mal capinado, está lá. Dá para jogar.

Quem é o criador do Free Fire? Quem está por detrás desse fenômeno?

Fundada em 2009, por Forrest Li, em Cingapura, a Garena surgiu como uma resposta às poderosas empresas de tecnologia chinesas. No entanto, a resposta não focava numa competitividade direta, mas sim na combinação de forças em um micro segmento que crescia com os lançamentos de DotA 2 e League of Legends. 

Desses esforços, surge o Garena+, cujo objetivo era ser uma mistura entre rede social e plataforma para distribuição de jogos locais. Uma espécie de Steam do sudeste asiático, que preparou terreno para o lançamento do Free Fire, em 2017. No ano seguinte da estreia do título, a plataforma já registrava mais de 135 milhões de usuários ao redor do mundo. 

A Garena, então, com uma base de usuários massiva, faz um movimento estratégico e se torna Sea, um conglomerado gigante da tecnologia, voltando a resposta para uma competitividade direta para as outras empresas chinesas, como Tencent e Alibaba. Adquire o e-commerce Shopee, possui a rede de serviços financeiros SeaMoney.

Parte desse sucesso também é fruto do ótimo trabalho de marketing que a empresa faz com o jogo, sempre com o objetivo de engajar mais ainda seus jogadores e atrair novos usuários. Os embaixadores do Free Fire são com certeza uma das ativações mais bem-sucedidas no mundo dos games, contando com figuras como Cristiano Ronaldo e o DJ Alok.

A ativação não se resumiu apenas em fazer anúncio em coletiva, tirar algumas fotos e gravar alguns vídeos. Tanto o Alok quanto Cristiano Ronaldo ganharam personagens próprios no game. Com o Alok, a parceria rendeu um show dentro do jogo, uma música tema do campeonato mundial da modalidade, bem como uma apresentação de abertura do mundial. Já a parceria com o CR7 rendeu habilidades novas à Chrono, o personagem inspirado no jogador, o qual consegue criar um campo de força que bloqueia dano dos inimigos, enquanto aumenta a velocidade dos integrantes do squad.

Estimada em mais de US$ 2 bilhões, a empresa conquistou os vários segmentos em que apostou.

Free Fire e o poder de mídia e engajamento

O Free Fire nasce no ambiente digital. Para ver os efeitos causados por essa afirmação, basta comparar os números do perfil “oficial” do time de futebol do Corinthians e o perfil do time de Free Fire do mesmo clube: 6 milhões versus 3,5 milhões, respectivamente.

Apesar de ainda haver uma diferença considerável no número de seguidores, há de se considerar dois outros fatores que fazem essa diferença se tornar mínima – ou pender para o lado do Free Fire: o investimento na imagem do time de futebol é esmagadoramente maior; e o time de futebol é centenário, enquanto o time de Free Fire existe há menos de 2 anos.

É claro que o número de seguidores no Instagram não é a única métrica e talvez nem seja a mais esclarecedora delas, mas quando se percebe que o time de futebol com a segunda maior torcida do Brasil possui pouco seguidores a mais que o seu time de Free Fire, é possível perceber que ou o futebol está errando ou o eSport está acertando demais. Ou está acontecendo os dois.

De uma forma ou de outra, um nasce no digital e dialoga com quem nasce no digital. E o digital é exponencial. Tende a crescer sem a linearidade do centenário clube das quatro linhas.

Garena entende sua geração e entrega uma solução criativa

Principalmente depois desse 2020, o digital foi democratizado de vez. Se antes já era utilizado para qualquer tipo de processo que dependesse de qualquer tipo de software que fosse, com a necessidade das pessoas ficarem em suas casas e os estabelecimentos fecharem suas portas, a padaria precisou abrir um canal no WhatsApp.

A Geração Z é uma geração hiper cognitiva, capaz de viver múltiplas realidades, presenciais e digitais. Eles transitam por diversas comunidades, não importa a ideologia. Essa geração já nasceu social. 

Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa da Socialnomics, eles se sentem mais confortáveis em não ter apenas uma única forma de expressar a própria identidade, o que gera mais liberdade e abertura para entender as diferenças de outras pessoas e outras gerações.

É um pessoal ultra conectado, criativo e não está em busca apenas de autoafirmação. São mais práticos que os millennials. Essa combinação é um combustível poderoso para olhar os problemas sob uma nova ótica e gerar soluções para dores que as pessoas nem sabiam que existiam.

Realmente, são nesses pequenos detalhes, que você entende que o digital foi democratizado. Tem o caso do Free Fire, que te permite entrar em um jogo que há muito pouco tempo seria restrito para console ou para um computador com capacidade de processamento razoavelmente alta, em um smartphone de qualquer faixa.

Não acompanhar esse movimento é um erro crítico. De percepção de consumo mesmo. Quando você entende o que está disponível e a forma que as pessoas consomem, você encontra dores – e para toda dor existe uma solução.

A Garena encontrou uma solução para o seu mercado. Um modelo que já estava datado e que precisava de alguém para simplesmente criar um jogo que fosse incrível e compatível com smartphones da faixa intermediária.

E mudar as regras do jogo.

A galera que está entrando tem um olhar bem menos pragmático. Sabe trafegar por diferentes realidades, porque já nasceu conectado a diferentes realidades, à abundância do mundo digital. Navegar pela ousadia e pelo pragmatismo é um grande dilema, pessoal e profissional, de quem foi criado por quem ainda tinha que formar uma opinião em um contexto de contracultura. Ou muito conservador, ou muito libertário.

Esse enfrentamento diário, de pouquinho em pouquinho, todos os dias, é o que te faz pegar o sucesso. A inovação nada mais é do que o resultado de atividades bem coordenadas – pessoas combinando suas diversas habilidades e interesses para traduzir ideias criativas em soluções reais. O inovador está sempre observando as coisas e tendo insights. Tais observações são o combustível para explorar ideias e novos parâmetros para executar as coisas.

Vivemos em tempos cada vez mais incertos e mais complexos e voláteis. Nesse cenário, faz-se necessária, a todo o momento, nossa capacidade de criar, recriar e cocriar, respondendo ao mundo externo de uma forma mais atenta e sensível.

Criatividade é uma competência – ou seja, está ao alcance de todos e pode ser desenvolvida. Mesmo que você trabalhe majoritariamente com números e com processos objetivos, por exemplo, a criatividade poderá ajudar a dar mais valor à sua entrega no trabalho.

Dessa forma, ser criativo não é um dom nem exclusividade de algumas pessoas. Como competência, todos nascemos com potencial criativo e devemos aperfeiçoá-lo. Além de criar as condições mentais para ter novas ideias, voltamos a bater na tecla que é muito importante que você também se exponha a situações que tragam diferentes formas de pensar. 

Garena soube aproveitar isso e criou o Free Fire, o fenômeno de sua geração batte royale.

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