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A gente não vai errar: Thiaguinho por detrás da música – case bilionário

Sumário

Thiaguinho, para além dos palcos, é um baita empresário. Já dizia sua canção: a gente não vai errar. O homem não erra. Segundo a revista Forbes, o cantor fatura R$ 2 bilhões por ano, como empresário da música e gestor da própria carreira.

Em 2009, criou a Paz & Bem, editora que se tornou a responsável pela administração de suas canções e obras. Ainda que a música ocupe a maior parte do faturamento da empresa, a publicidade também traz cifras expressivas para a receita.

A Paz & Bem tem multinacionais em seu portfólio de clientes. Além de cuidar da carreira artística de músicos e celebridades, a empresa também tem movimentações no mercado financeiro, investindo em empreendedores relacionados ao mundo da música. Está aí um dos segredos da grande fortuna acumulada.

Os contratos que Thiaguinho fecha são em sua maioria de licenciamento, em que ele entra com todo um know-how e não apenas como um rosto de propaganda.

Sua organização conta com 210 funcionários com carteira assinada e não encerrou nenhum contrato durante a pandemia, mantendo o pagamento do salário de todos em dia. Um impacto indireto em cerca de 4 mil pessoas, projetado pela revista.

O que está por detrás do fenômeno Thiaguinho, muito além do músico, da capa da Forbes, dentre muitas outras de suas facetas?

Thiaguinho é dono da própria gravadora – canta e gerencia

O pé nos negócios começou lá atrás, na época de Exaltasamba. Em 2009, dois anos antes de deixar o grupo e seguir carreira solo, teve a ideia de fundar, com o amigo Bruno Azevedo, a “Paz & Bem”, editora que se tornou a responsável pela administração de suas canções e obras.

Essa empresa substituiu a Som Livre nas divulgações de seus novos CDs e DVDs. Para abrir a nova empresa, houve investimento inicial de R$ 52 milhões. A partir daí, foi só ousadia e alegria. Além de gerenciar toda a carreira como cantor e compositor, o negócio também incorpora a função de Editora e Selo de Thiaguinho.

Com a própria gravadora em mãos, tudo mudou na sua vida financeira. Como garoto-propaganda, se tornou um dos principais influenciadores do Brasil, com todo o processo em suas mãos e com uma visão sistêmica do controle.

Quem detém o controle de sua cadeia produtiva – e entenda como cadeia produtiva todo o ciclo de vida do seu serviço -, detém o controle monetário. Thiaguinho tomou as rédeas da sua carreira e se desvinculou de qualquer intermediário.

Montou a estrutura necessária, com os processos necessários, para sustentar sua carreira. Mais, fortalecer a carreira de outros artistas e ser uma vitrine de publicidade da imagem Thiaguinho, ídolo do pagode.

Com um contingente de 210 funcionários, cobre todas as arestas necessárias para gerir sua carreira e potencializar seus ganhos. Para segurar toda essa galera ao longo de todo esse período de pandemia, a saúde dos negócios anda em dia. Mostra uma viabilidade financeira para suportar essas vigas.

Percalços sempre irão surgir e contrapesos serão postos para desvalidar o sucesso de um homem como Thiaguinho. Mas fato é que ele dá uma aula de negócio. Tomou controle do que é dele e seu selo é do tamanho de seus sonhos. Não tem a quem prestar contas.

Sucesso de publicidade: hino do BBB22, Thiaguinho é a voz do povo

Thiaguinho é cantor. Seu ofício principal. Isso sempre trará, por meio de shows e direitos autorais, renda para o artista. Entretanto, não é nem de longe de onde vem as grandes cifras, reservadas para os altos contratos de publicidade.

O cantor representa calçados esportivos, na qual assina a criação de uma linha exclusiva de produtos, além de representar marcas com itens de higiene oral, creme hidratante, bebida energética e empresas de investimentos.

Thiaguinho aceitou o desafio de comandar a comunicação e o marketing de uma indústria de bebidas alcoólicas. É um profissional polivalente, um influenciador que se dedica para sua entrega.

O sucesso é consequência. Nesta edição do Big Brother Brasil, sua música é entoada exaustivamente por todos os participantes. Na apresentação do cantor na casa mais vigiada do país, o momento foi emblemático:

Escolha muito bem o perfil que vai trabalhar com a sua marca e o objetivo que quer atingir com ele. A escolha por um influenciador precisa passar pelo critério de acreditar no projeto e se envolver o suficiente para levar a voz da marca adiante.

É normal que empresas possuam um orçamento macro para a equipe de marketing. Nos últimos anos, vimos isso se ramificar principalmente para um orçamento independente para o marketing de conteúdo. Agora as empresas estão dedicando seus recursos para outra área em específico: marketing de influência.

Como as cifras são altas, se faz necessário um ótimo planejamento estratégico. Planejar, através de um processo sistêmico e dentro de um contexto analisado, os caminhos para atingir os objetivos planejados para sua empresa. É estratégia. Não é andar por achismos. É traçar uma rota no GPS e ter cada ponto de parada para reavaliação de percurso, para que tudo saia dentro dos conformes e você chegue no seu destino.

Você precisa analisar o ambiente, por onde vai percorrer, definir metas e agir adequadamente para chegar onde deseja. E ter a pessoa certa, que se encaixe dentro dessas diretrizes que você definir. Só dessa forma, você consegue destinar o recurso mais assertivamente.

Se o objetivo de um planejamento estratégico é fazer a empresa prosperar, você tem que gerir suas finanças de forma inteligente e saudável. É a segurança que vai fazer com que cada passo que seja necessário dar, você consiga fazer sem se enrolar. Você precisa ter tudo registrado, é o termômetro do seu negócio.

Thiaguinho personifica isso perfeitamente. É o cara que se envolve, é o cara que vai a fundo. Não espere apenas um sorrisinho e próximo compromisso. Tem entrega, tem inteligência, tem conhecimento que o levaram a ser matéria de capa da Forbes, como o homem de R$ 2 bilhões.

Diversificação de portfólio. Isso é uma máxima que vale para todo mundo. As pessoas precisam cada vez mais aprender a diversificar suas valências e como oportunizar novos caminhos. Quando estamos começando, a luta é mais difícil.

O projeto todo do “Tardezinha” era um espetáculo. Palco 360º, com sete pot-pourris de clássicos do pagode 90. Tudo faz sentido e colocou Thiaguinho no topo do gênero.

Mas o ensinamento que Thiaguinho passa é que até mesmo alguém do tamanho dele não pode se acomodar. O negócio não é a fama, o status da fama. É o que você consegue fazer com a exposição e o poder aquisitivo que ela traz. O que você deixa de legado e o que você transforma em valor novo.

Thiaguinho tem grande compromisso com projetos sociais

Durante a turnê “Tardezinha”, que durou quatro anos e meio e rodou o Brasil, o público era incentivado a doar alimentos nos shows. As doações ajudaram mais de 500 mil famílias com a doação de 450 toneladas de alimentos, além de cobertores, colchões, meias e casacos.

Thiaguinho criou o projeto “Juntos pela arte”, com o qual arrecadou milhões de reais para ajudar artistas que estão passando dificuldades durante esse período de pandemia. O cantor também é padrinho do Instituto Compartilhar, do técnico Bernardinho, e uma porcentagem dos seus lucros é repassada ao Instituto Neymar Jr.

Volto a dizer: o negócio não é a fama – é o que você consegue fazer com a exposição e o poder aquisitivo que ela traz. O que você deixa de legado e o que você transforma em valor novo. Montar um negócio e almejar o bilhão, os bilhões, pode ser até intangível, mas desejável. Agora, chegar lá é toda uma construção. Viver isso e fazer algo sobre é o que te diferencia dos demais.

Thiaguinho é um cara que diversifica seus investimentos, é um cara que se envolve profundamente em seus contratos publicitários, é dono da sua própria carreira, mas destina muito do que ganha para projetos sociais. Declarou para Forbes:

“Não é nem uma questão de posicionamento, é vivência. Acho importante mostrar e falar para combater algo que considero um dos maiores problemas do nosso país. Vejo isso acontecer com a família e amigos, além de sentir na pele. Quero fazer de tudo para que as próximas gerações sintam menos do que eu”.

Já diria também Mano Brown: “eu não ouvi essa história, eu vivi”. É vivência, não questão de posicionamento. Thiaguinho tem virtudes escancaradas no seu jeito de agir. Autenticidade é ouro em terra de relações superficiais. É alguém para se espelhar como pessoa, mas também, agora escancarado, como empresário.

O homem de R$ 2 bilhões. A gente não vai errar Thiaguinho.